CNH A, B ou AB: qual categoria escolher?
Essa é uma das dúvidas que mais recebemos no balcão: "faço só o carro agora e a moto depois, ou já faço os dois juntos?" A resposta depende de três coisas — o que você vai dirigir de fato, seu orçamento agora e o que você pretende fazer nos próximos anos.
O que cada categoria permite
Categoria A — moto. Motocicletas, motonetas e triciclos, sem limite de cilindrada.
Categoria B — carro. Veículos de até 3.500 kg e no máximo oito lugares além do motorista: carros de passeio, SUVs, utilitários leves.
Categoria AB — os dois. É a combinação de A e B no mesmo processo. Não é uma categoria "superior": é você tirando as duas habilitações de uma vez só.
Depois existem as categorias profissionais — C (caminhão), D (ônibus e vans) e E (carreta) —, que exigem já ter a B e cumprir requisitos adicionais.
Quando faz sentido cada escolha
Só a categoria A se sua necessidade imediata é moto — trabalho como entregador, deslocamento diário mais barato, ou simplesmente porque é o que você tem em casa. É também o processo de menor custo entre os três.
Só a categoria B se você não tem interesse real em moto. Não adianta fazer AB "porque é bonito no documento": você vai pagar por aulas de pilotagem que não vai usar e, se ficar anos sem pilotar, a habilidade se perde do mesmo jeito.
AB de uma vez se você já sabe que quer os dois. Aqui está a vantagem concreta: você abre um processo só. As etapas iniciais — abertura do RENACH, exames médico e psicotécnico, curso teórico, prova teórica — são comuns às duas categorias. Fazendo junto, você passa por elas uma vez. Fazendo separado, você vai precisar abrir depois um processo de adição, com nova papelada e novas taxas.
A conta que costuma decidir
Pense assim: fazer AB junto sai mais caro que só o B agora, mas quase sempre sai mais barato do que B agora + adição de A daqui a dois anos. Você economiza na duplicação de etapas do processo.
O contra-argumento honesto é o fluxo de caixa: AB exige mais dinheiro de uma vez e mais tempo de dedicação (são duas frentes de aula prática, moto e carro). Se o orçamento aperta agora e a moto não é urgente, não há nenhum problema em fazer o B primeiro — a adição existe exatamente para isso, e continua sendo um caminho válido.
"Mas eu já sei pilotar / já sei dirigir"
Muita gente que chega aqui já tem prática — aprendeu na moto do pai, dirige em condomínio, roda em estrada de terra na roça. Isso muda a quantidade de aulas que você precisa, não a categoria.
Depois da mudança na legislação em 2026, o mínimo obrigatório de prática caiu para 2 horas, o que beneficia justamente esse perfil: quem já dirige pode contratar menos aulas e focar em ajustar o que importa para o exame — o carro da prova, a baliza no padrão do Detran e o trajeto.
Quem nunca encostou em um volante ou guidão, por outro lado, precisa de repetição. E em Belo Horizonte tem um detalhe que não dá para ignorar: ladeira. Arrancada em rampa, controle de embreagem em subida e baliza em rua inclinada exigem prática de verdade.
Um erro comum: escolher pela habilitação "mais completa"
Não existe categoria melhor ou pior — existe a que corresponde ao que você vai dirigir. Já vimos gente pagar por AB e nunca subir numa moto, e gente tirar só A e descobrir seis meses depois que precisava do carro para trabalhar.
Antes de decidir, responda honestamente: o que você vai dirigir nos próximos dois anos? A resposta a essa pergunta é a sua categoria.
Ainda em dúvida entre A, B e AB — ou querendo saber quanto cada uma ficaria pra você? Faça a simulação: em cinco perguntas rápidas você vê o valor exato de cada caminho, na hora, sem compromisso.
Perguntas frequentes
Se você pretende ter as duas habilitações, fazer AB de uma vez costuma compensar: você aproveita as mesmas etapas do processo e paga uma vez pela papelada, em vez de abrir um novo processo de adição depois.
Pode. Chama-se adição de categoria: você faz as aulas práticas da nova categoria e o exame de direção correspondente, sem repetir todo o processo inicial.
Veículos de até 3.500 kg e no máximo oito lugares além do motorista — ou seja, carros de passeio, SUVs e utilitários leves.